Arqueiros – um sniper medieval.

Certos livros são um grande problema. Um problema tão grande que, você não consegue se sentir livre até terminá-los. Pelo contrário, isso não é uma coisa ruim, alguns deles são tão viciantes que poderiam nunca acabar.

E, infelizmente, dois livros ótimos que comecei a ler na última semana, acabaram. Azincourt, e bernard Cornwell, e Os senhores do arco, de conn Iggulden.

Vou comentar primeiro sobre o Azincourt. A única coisa que eu preciso dizer para manter a atenção de quem realmente deveria prestar atenção nesse post é o seguinte: medieval stuff. É isso aí. Azincourt foi uma famosa batalha, entre ingleses e franceses na guerra dos 100 anos. Eu nem preciso dizer quem ganhou, né?
Quando é que os franceses ganham alguma guerra? Malditos comedores de lesmas, ou sapos, se preferirem.
É, estou quase virando um bastardo soldado inglês, que vocifera contra os inimigos. entre ingleses e franceses, com certeza eu fico com os ingleses. Eles podem ter toda aquela viadagem de ficarem enforcando e açoitando os soldados no passado, mas mesmo assim, fico do lado deles. Odeio o francês e sua sonoridade. E morram todos.

Terminado o meu desabafo de que lado eu estou na guerra, e não é só porque os ingleses normalmente ganham, eu concordo que a história é boa.
Seria um livro que eu recomendaria para novos leitores de bernard cornwell, visto que, os outros são em maioria trilogias, ou coleções maiores, afastando as pessoas que não gostam de livros grandes. mas um fato a comentar sobre azincourt é que, o personagem principal é bem diferente dos que cornwell já criou.
alguns poderiam dizer que quase todos eles são bem diferentes, isso eu concordo, mas uma característica sempre perdura: todos são soldados implacáveis, com um psicológico bem trabalhado, mas, quase todos são sem uma religião. ao contrário de Nicholas Hook, o “herói” deste livro. O cara é muito apegado a religião, e ouso dizer que ele deveria comer cogumelos em horas de desespero, porque ele ouve as vozes dos santos Crispin e Crispiniano em sua cabeça em momentos de perigo. Talvez seja uma projeção do seu subconsciente, vai saber; O fato é que, ele escuta vozes, e……. rezar não tem problema, problema nenhum, respeito quem faz isso. O problema, é quando alguém responde……. com vozes :P

vou puxar o saco ao máximo do bernard Cornwell o quanto puder. Não estou ganhando nada para fazer isso, infelizmente, mas pelo menos convenço vocês de largar o wow/séries/etc e ler algo que preste.

Novamente, cornwell trás a realidade dos arqueiros ingleses, as máquinas de guerra do século XIV. O long bow( ou arco inglês), como preferir, era uma arma que não era fácil de ser manuseada. ele poderia atravessar armaduras a uma grande distância, e seus dois tipos de ponta serviam para todos os propósitos: – Tanto atravessar armaduras diretamente, quanto encravar-se na carne de cavalos para fazê-los estrebucharem, atrapalhando a a carga da cavalaria.

Mas se tais arqueiros são tão poderosos, porque os franceses não utilizavam tal tipo de soldado também?
Para sorte dos ingleses, para treinar um arqueiro não era tarefa fácil. Demorava mais de 6 anos para fazer um arqueiro formidável no campo de combate, que conseguisse puxar uma flecha até a sua orelha, e disparar mais de 45 libras (um arco fraco, esse), contra o inimigo.

O motivo da corda ser puxada até a orelha parece estranho a primeira vista. A lógica dita que seria correto puxar até o olho, para ficar melhor para mirar. Porém, os centímetros que restam até a orelha concedem força máxima ao arco, aumentando sua distância de disparo em vários metros. quanto mais longe os comedores de lesmas ficarem melhor, não?

Recomendo Azincourt a todos que gostam de um romance com ação, aventura, conteúdo histórico e aquela emoção de estar no meio de uma batalha medieval, que alguns outros nerds como eu sabem como é :)

comento os senhores do arco na próxima postagem, e não deixe de comentar.

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Comments

13 Responses to Arqueiros – um sniper medieval.

  1. FacebreakeЯ says:

    Nossa, me deixou com vontade de ler esse livro! E lerei.
    Belo post, Fox
    Abraços

  2. Camila Buzzo says:

    Eba! O Lucas compartilhando sua nerdice com a gente!
    Muito bom, continue assim! :)

  3. Marcella Giublin says:

    De fato não é minha praia, mas vc descreveu o livro mto bem e me deu até vontade de ler.Muito bom e se continuar assim prometo comentar sempre :D
    Se precisar de alguma ajuda, estou aqui :D
    Beijíssimos!

  4. lucasradaelli says:

    Obrigado pelos comentários. Aqui só tem os comentários positivos hahahah :P
    os negativos haviam sido feitos por msn, e deu tempo de eu arrumar antes de postar, mas ainda perdurou o problema com as letras maiúsculas que aparentemente não foram o.o
    vou prestar atenção nisso na próxima vez :)

  5. Nadine Mendes says:

    Só algumas letras não apareceram maiúsculas!
    Fox, isso é um pecado para meu gosto de leitura, que é demasiado…
    Mas, não entenda mal, quis dizer que desse jeito vou colocar a carroça na frente dos burros (by my grandmom) e ler esse livro na frente de todos os outros da literatura brasileira que tenho pelo meu colégio!
    ausauheuahsuae
    qualquer problema na escola, coloca a culpa em você, não faz mal! ;P
    Peerfeitoo!

    Beeijos!

  6. Lost says:

    Curti manolo :D
    muito bom
    tirando que sou francês =/

    10/10 =D
    beijos ( sou francês, lembra? )

  7. lucasradaelli says:

    você, francês, da onde? não to lembrado disso.

  8. Cristopher Z. says:

    Nice post! Parece bom mesmo, até pq ja ouvi vc me falar desse livro algumas vezes… tu sabe q eu tenho uns livros na fila pra serem lidos, mas, depois acho q leio Cornwell tbm. Aliás, um hunter que se preza ter que ser um exímio arqueiro.
    (Off: Lost, tu é francês!?? omg…)

  9. lucasradaelli says:

    hahahahahaha, fato. Quando você terminar de ler os clásssicos aí kris (sda, guia do mochileiro, etc), eu te indico outros do cornwell daí você escolhe por temática xD

  10. Cah says:

    tá na lista de coisas que lerei um dia!

  11. Pingback: Arqueiros – Um sniper medieval [II] « Just a random blog

  12. SENPAI says:

    Comedores de lesmas, ou sapos, kkkkkkkkkkkkkkkkkk
    so isso ja valeu o post, vc nao preciva escrever mais nada, grande abraço
    fui…
    Ps: eu li o post interior, apesar de ter perdido uns minutos rindo de “comedores de lesmas”
    kkkkkkkkkkkkkk

  13. eiltonribeiro says:

    Conheci Cornwell há alguns meses e tô lendo o segundo volume do Artur. O próximo vai ser esse! (isso se eu conseguir me segurar até o Excalibur, e mesmo que não consiga, o próximo vai ser esse!)
    Cornwell é fodástico mesmo. Lucas, se vc já leu Artur, faz um post sobre essa série, pode ser?

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